Fédération Européenne des Cités Napoléonienne

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História das Linhas de Torres e Napoleão

 

Mude o seu destino, onde mudamos o de Napoleão!

A Rota Histórica das Linhas de Torres (RHLT) é um produto cultural e turístico de excelência. Situada a cerca de 30 km a norte de Lisboa, convida-o a descobrir um património único na história da Europa. Distinguida com o prémio Europa Nostra (em 2014 - prémio da União Europeia para o Património Cultural) e pelo Turismo de Portugal (2012), como melhor projeto público de requalificação.

 

 

RHLT tem seis percursos temáticos disponíveis (Torres Vedras na primeira linha; Wellington; A defesa do Tejo; Grandes desfiladeiros; O nó das Linhas e Do Palácio ao Atlântico), distribuídos num território que se estende entre o rio Tejo e o oceano Atlântico. Os percursos integram vários Fortes construídos, entre 1809 e 1810, para defender Lisboa da ocupação napoleónica, apoiados por uma rede de centros de interpretação que contextualizam quem a visita, sob diferentes abordagens e um leque de ofertas que tornam a experiência inesquecível.

 

Neste território, o visitante encontra um turismo de sensações e emoções. Desde desportos de aventura, caminhadas, golf, passeios de jipe e a cavalo, surf e equitação até experiências para os sentidos como a gastronomia e o enoturismo e o merecido repouso em locais cheios de charme. Conhecê-lo é um desafio enriquecedor, viste-nos!


Para mais informações consulte www.rhlt.pt e/ou www.cilt.pt/en


Link para vídeo promocional: https://www.youtube.com/watch?v=phSszVI5PI8&t=

História das Linhas de Torres e Napoleão


A Guerra Peninsular decorreu entre 1807 e 1814, na Península Ibérica e fez parte de um conflito mais abrangente que afetou toda a Europa – As Guerras Napoleónicas.


As invasões francesas foram uma das maiores ofensivas militares alguma vez realizadas ao território português, que deixaram marcas profundas nos lugares e nas gentes dessa época, contudo a resistência anglo-lusa foi determinante para marcar o início do retrocesso das conquistas de Napoleão Bonaparte.


No início do século XIX, Napoleão dominava quase toda a Europa. Invencível em terra decretou, em 1806, o "Bloqueio Continental" exigindo o encerramento dos portos europeus aos navios britânicos procurando asfixiar economicamente o adversário.


Neste cenário de hostilidade, duas grandes potências – França e Inglaterra – disputavam a hegemonia da Europa e Portugal estava perante um dilema: obedecer a Napoleão, e antagonizar a sua velha aliada inglesa, ou manter-se fiel à aliança, declarando guerra à França. A posição de neutralidade que assumiu não agradou a Napoleão que emitiu nova ordem para o encerramento dos portos portugueses e envio de tropas francesas para ocupar o país.


Em Novembro de 1807, o general Jean-Andoche Junot chegou a Lisboa a tempo de ver partir, do rio Tejo, a Família Real que se havia retirado para o Brasil. Em agosto de 1808, o exército anglo-português derrotou as tropas francesas nas batalhas do Vimeiro e da Roliça.


Em 1809, o general Soult conduziu a segunda invasão numa ofensiva pelo norte do país que culminou no triste episódio da queda da ponte das Barcas, no Porto (março). Pressionados pelo exército anglo-português, os franceses retiraram para Espanha.


Em julho de 1810, o marechal André Massena renova a ofensiva a Portugal, no comando da terceira invasão. Após sofrer uma derrota na batalha do Buçaco (setembro), reorganizou as suas tropas e prosseguiu a marcha para Lisboa. Arthur Wellesley (futuro duque de Wellington) antecipou-se ao invasor e fez recuar o exército aliado para as defesas da capital – As Linhas de Torres Vedras.
As Linhas de Torres Vedras foram um sistema militar defensivo, erguido a norte de Lisboa, entre 1809 e 1810. No mais profundo secretismo, o futuro duque de Wellington, traçou uma estratégia de defesa que consistiu em fortificar pontos colocados no topo de colinas, para controlar os caminhos de acesso à capital de Portugal, reforçando os obstáculos naturais do terreno. Este sistema, constituído por três linhas defensivas, estendia-se entre o oceano Atlântico e o rio Tejo, por mais de 85 km.
Quando concluído contava com 152 obras militares, armadas com 600 peças de artilharia e defendidas por cerca de 140 000 homens, tornando-se no sistema de defesa mais eficaz, mas também o mais barato da história militar.


Frente a elas decorreram, em outubro 1810, os combates de Sobral (12), Dois Portos (13) e de Seramena (14). Estes confrontos decisivos, entre as tropas francesas e o exército anglo-luso, foram também os mais curtos e menos sangrentos desde que o exército napoleónico invadiu Portugal.
Depois deles, as tropas de Napoleão perderam o ímpeto atacante, reconhecendo a intransponibilidade das Linhas de Torres Vedras enquanto aguardavam reabastecimentos e reforços que não apareceram, graças à ação de "guerrilha" portuguesa.


A 15 de novembro de 1810, o marechal Massena ordena a retirada das tropas francesas, tendo início a derrota de Napoleão Bonaparte, concretizada a 18 de junho de 1815 na batalha de Waterloo.

Contactos:


Rota Histórica das Linhas de Torres
Morada: Praça Dr. Eugénio Dias, n.º 12, 2590-016 Sobral de Monte Agraço (Portugal)
Telefone: (+351) 261 942 296

Email: rhlt@rhlt.pt

Website: www.rhlt.pt or www.cilt.pt/en